23 julho 2009

ANTIGO EGITO


Localização

O Egito está localizado no nordeste da África, em uma região conhecida como crescente fértil.
Isso aconteceu graças ao rio Nilo. A fertilidade trazida pelo grande rio, possibilitou a fixação de povos nômades em um das regiões mais áridas da terra.
Durante as cheias, entre os meses de Junho e Outubro, as águas cobriam as margens desérticas do Nilo. Quando o rio voltava ao nível normal, uma grossa camada de húmus (Limo fertilizante) era deixada nas terras. Então os Feláis (camponeses) iniciavam as semeaduras favorecidas por um terreno fertilizado e rico.
O desenvolvimento da matemática, mostrou-se essencialmente para construções egípcias, diques e canais, celeiros e edifícios e templos e pirâmides.
Os Egípcios aperfeiçoaram também meios de calcular com antecedência o alcance das cheias no Nilo e criavam o relógio Solar Também desenvolveram-se um sistema de numeração decimal, dominavam também sistemas de pesos e medidas.

A Terra dos Deuses





A sociedade do Egito antigo atribuía a condição de deuses e deusas às forças da natureza ( Sol, o céu, a terra e o rio Nilo).
Algumas divindades eram cultuadas apenas numa região, outras veneradas por todo o Egito.
As crenças religiosas estavam na base de manifestações culturais como a arte, a medicina, a astronomia, entre outros.
Existiam dois tipos de religiões: a Politeísta ( adoração de vários deuses) e antropozoomórfica ( divindades representadas por seres híbridas, com uma parte humana e outra animal).

Os Principais Deuses do Antigo Egito:
Atum – Criador do Universo. Fonte suprema do poder faraônico, Atum usa as coroas combinadas do Alto e Baixo Egito.
Re – O Todo- Poderoso e invencível Deus- Sol.
Hórus – Deus do firmamento. É representado como um falcão e governa o ar. Seu olho direito é o sol e o esquerdo a lua.Foto- Este amuleto mostra o olho de Hórus protegido pela cobra real do Baixo Egito e pelo abutre do Alto Egito.
Nut- Deusa do céu. Seu principal papel era receber e proteger os mortos.
Geb – Irmão gêmeo de Nut era o Deus Terra, considerado um Deus da fertilidade, que nutria todas as criaturas.
Amon – Deus do vento. Criou o céu e a terra somente com o pensamento.
Hathor – Deusa protetora das mulheres, do parto e dos mortos. Em geral era representada pela forma de uma vaca.
Bastet – Deusa do prazer e da alegria, ,além de símbolo do amor sexual. A deusa- gata era acessível e meiga e adorava música e dança.
Bes – Protetor das residências por causa da sua feiúra. Acreditava-se que ele espantava os maus espíritos.
Ptah – Escultor do mundo. Depois de criar seu próprio corpo, criou todos os seres vivos.
Maat – Deusa da verdade e da justiça. Responsável pela manutenção da ordem da terra e do céu.
Thot – Deus do conhecimento e da sabedoria. Pode ser considerado o responsável pela invenção da escrita hieroglífica.
Ísis – Deusa da Magia. Era a personificação as esposa fiel e mãe adorável. Introduziu o casamento e ensinou as pessoas a fazer pão, fiar, tecer e curar as doenças.
Seth – Divindade do mal que representa as forças do caos. Personifica a fúria, a violência, o crime e a destruição.

Três Impérios

A história do Egito é dividida em três períodos: o antigo Império, o Médio Império e o Novo Império.

O antigo Império

Capital: Mênfis
Começou com a unificação dos dois reinos, empreendida pelo faraó Menês, estendeu-se até 2130 a.C.
Período característico por grandes obras de irrigação e pelo desenvolvimento da agricultura.
Arquitetura: As grandes pirâmides de Quéops, Quéfren no planalto de Gizé.
Nesse período o Estado era pacifista e mantinham-se praticamente isolado de outros povos.
A partir de 2200.a.C., as lutas entre os monarcas tornaram-se inevitável esfacelamento do Império.

O médio Império

Capital: Tebas
Começou no início em 2052. a.C., conseguindo restabelecer a unidade do Egito, em meios aos conflitos.
Foi um início de expansão territorial, e teve início das relações comerciais entre os Egípcios e outros povos ( fenícios, Sírios e Cretenses).
Por volta de 1630 a.C., o império sofreu uma brusca interrupção, quando o Egito foi conquistado pelos hicsos (povo nômade da Ásia),que tinha o conhecimento das armas de ferros e carros de guerra conduzido por cavalos desconhecidos pelos Egípcios.
Os conquistadores permaneceram por mais de um século no território.

O Novo Império

Período: 1539- 525 a.C.
Foi um processo de união dos Egípcios contra os Hicsos. Sob a liderança do Faraó Amósi I, a sociedade conseguiu expulsar os seus invasores.
Os Hebreus, juntos com outros povos que haviam se estabelecido no Egito, foram perseguidos e transformados em escravos.
Na política, o pacifismo deu lugar a uma política expansionista: exércitos egípcios anexaram a Núbia, a palestina a Etiópia, a Síria e a Fenícia.
Em 1075 a.C., iniciou-se um longo período de decadência, o Egito foi conquistado por outros povos.
No século VII a.C., o país foi ocupado pelos Assírios.
525 a.C.- persas
332 a.C.- quando era província persa, foi dominado por Alexandre da Macedônia. Passou a integrar o mundo helenístico, de cultura greco-asiática.
30.a.C- Egito foi anexado pelos Romanos.
Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país..

Divisão das Classes-Sociais



Com o tempo, a sociedade ficou mais diversificadas, abrangendo comerciantes, artesãos, construtores, soldados , embalsamadores, funcionários públicos, escribas, sacerdotes e pessoas de muitas outras profissões. A ocupação profissional dos indivíduos determinava sua posição na sociedade.

Faraó - Localizado no topo da pirâmide social.

Sacerdotes e Sacerdotisas - Responsáveis pela administração dos templos e escolas. Enriqueciam com as oferendas dos devotos e não pagavam impostos.

Vizir - Era o porta voz do faraó, controlava a arrecadação dos impostos, chefiava a polícia e fiscalizava as construções ao longo do rio Nilo.

Feláis ( camponeses) - Trabalhadores independentes que prestavam serviços nas propriedades agrícolas. Grande maioria da população.

Escravos - Trabalhavam nas minas de cobre e de ouro.
Os escravos não eram escravos, eles recebiam para trabalhar, quando o rio Nilo “invadia” a cidade, os escravos iam trabalhar como funcionário público, ajudavam a construir as pirâmides.
Eles não construíram as pirâmides a base de chicotadas. Quem construiu foram os camponeses, quando estavam em períodos de férias.
Como nesse período, ainda não existia a moeda, os pagamentos eram feitos como escambo, os trabalhadores davam a sua mão-de-obra em troca de, produtos de altos valores, como o ouro e o sal, desde os mais consumidos, pão e trigo.

Soldados - Serviam diretamente ao Faraó. Quando permanecia no emprego por muito tempo, eram recompensados com ouro, terra e altos cargos.

Embalsamadores - Responsável pelo processo de mumificação*. O embalsamador não pagava imposto, pois os sacerdotes acreditavam que eles tinham contato com Deus. O cargo era remunerado e o status social era alto.

Escribas - Escrivão profissional, era responsável pela cobrança dos impostos classificação dos valores de todas as propriedades, contagem do número de trabalhadores do reino, organização das leis, fiscalização das atividades econômicas entre outras funções importantes.

Artesão - Produziam armamentos, utensílios roupas e calçados.
As guerras servia de fonte de renda, pois produzia lanças, arcos e escudos.
as camadas privilegiadas, esses profissionais produziam jóias, esculturas, quadros e objetos destinados a enfeitas tumbas.

Comerciantes - Eram responsáveis pela troca de produtos com outras civilizações. Entre as trocas estão, madeira da Fenícia ( para as construções de sarcófagos), metais como cobre e estanho( importante para a construção de armas), vinhos da Núbia ( atual Sudão), e também eram trazidas da Grécia e de regiões do Oriente Médio, plantas cuja resina era usada na mumificação.

Métodos de fazer uma mumificação:

Classe alta
Primeiramente, extraem o cérebro pelas narinas, parte com ferro recurvo, parte por meio de drogas introduzidas na cabeça. Fazem, em seguida, uma incisão no flanco com pedra cortante da Etiópia e retiram, pela abertura, os intestinos, limpado-os cuidadosamente e banhando-os com vinho de palmeira de óleos aromáticos. O ventre, enchem- no com mirra pura moída, canela e várias essências, não fazem uso, porém do incenso. Feito isso, salgam o corpo e cobrem-no com natro, deixando-o assim durante setenta dias. Decorridos os setenta dias, lavam-no inteiramente com faixas de tela de algodão embebidas em commi, de que os Egípcios se servem ordinariamente como cola.
Concluído o trabalho, o corpo é entregue aos parentes, que os encerram numa urna de madeira feita, sob medida... Tal maneira mais luxuosa de embalsamar.

Classe média
Os que preferem um tipo médio de embalsamamento e querem evitar despesas, escolhem esta outra espécie, em que os profissionais procedem da seguinte maneira: enchem as seringas de um licor untuoso tirado do cedro e infectam-no no ventre do morto, sem fazer nenhuma incisão e sem retirar os intestinos. Introduzem-no igualmente pelo orifício posterior e arrolham-no, para impedir que o líquido saia. Em seguida, salgam o corpo fazem escorrer do ventre o licor injetado. Esse líquido é tão forte que dissolve as entranhas, arrastando-as consigo ao sair. O natro consome as carnes, e do corpo nada resta a não ser a pele e os ossos. Terminada a operação, entregam-no aos parentes, sem mais nada a fazer.

Classe pobre
Injeta-se no corpo o licor denominado surmaia, envolve-se o cadáver no natro durante setenta dias.

Mulher
As mulheres só são levadas para o embalsamamento decorrido três ou quatro dias após o seu falecimento. Toma-se essa preocupação pelo receio de que os embalsamadores venham violar o corpo.

Vestuário

O vestuário dos egípcios restringia-se a poucas peças, basicamente saia, blusa e túnica, com leve drapeado ou pregueado diagonal, em geral confeccionadas em tecidos brancos, leves e transparentes, de algodão
ou linho.
A roupa era um divisor das classes sociais. Para as classes mais altas, a roupa era muito mais luxuosa, enquanto as menos favorecidas, muita das vezes andavam nus. Os pastores e barqueiro geralmente usavam só uma faixa na cintura com tiras penduradas na frente. As bailarinas usavam vestidos transparentes. E as criadas andavam geralmente nuas ou com apenas uma tira de couro entre as pernas.

Os trajes típicos eram:
Chanti- saiotes de tecido pregueado (masculino). Era um tipo de saiote regulável. A roupa aumentava ou diminuía de acordo com a situação econômica da época na sociedade. Época de prosperidade o chanti aumentava, representando a economia em alto e na época de dificuldade o chanti reduzia de tamanho;
Kalasíri - Túnica longa ( masculina e feminina);
Clasire - Roupa colada no corpo da mulher;
Perizoma: saiote usado por cima do shanti;
Klaft: tecido listrado que o faraó utilizava na cabeça.



Linho

O fio de linho, cultivado nas margens do Nilo, costuma ser empregado para a fabricação de vestimentas em geral, além de peças de cama e bandagens de múmia.
Isso acontecia porque o linho era um dos principais produtos agrícolas do país. Da região do Delta vinham as melhores espécies da planta.

Teares

Nos primeiros tempos, os teares eram horizontais. No Médio Império, passaram a ser verticais. Essa mudança permitiu o fabrico de tecidos longos, empregados na confecção de roupa de uso diário, bastante amplas, as quais eram principalmente brancas.
As roupas egípcias, é claro, não eram todas brancas. Outras cores também eram utilizadas, apesar da dificuldade de tingir os tecidos. No caso do vermelho, por exemplo, a cor era obtida com tinta extraída da flor do açafrão.

Vestuário masculino

As roupas masculinas eram feitas basicamente por um saiote curto e uma ou várias pulseiras, um anel e um gorjal. Também usavam pingentes de jade ou de cornalina suspenso a um comprido cordão.
Esse vestuário deixava o egípcio apresentável para visitar suas terras, receber negociantes ou se dirigir para qualquer repartição. Mas ele tinha a alternativa de substituir o pequeno saio por uma saia tufada e calçar sandálias.
Alguns egípcios usavam um vestido de linho plissado, bem decotado, modelando o tronco e de estreita roda. As mangas, também muito curtas, estreitavam igualmente. Eles atavam sobre o vestido um cinturão largo, feito de um lenço plissado do mesmo tecido e dispunha-se o panejamento de modo a formar uma espécie de avental triangular. O traje de gala era complementado com o uso de uma grande peruca frisada que enquadrava a cabeça. Como adereço, recorriam as jóias, colares, um gorjal, peitorais de cadeias duplas, pulseiras, braceletes nos bíceps, sandálias calçadas.
Os faraós, além do saio curto, cobriam todo o corpo com uma capa de pele de leopardo curtida, que incluía as quatro patas e a cauda do animal.
As garras do felino eram usadas como presilhas. No Império Novo, os egípcios passaram a usar sobre o saio curto um outro vestido, mais comprido, quase até o tornozelo, de linho fino bem transparente.


Vestuário Feminino

As mulheres egípcias usavam uma camisa muito fina e, sobre a mesma, um vestido branco, plissado e transparente como o dos homens. O vestido unia-se sobre o seio esquerdo, descobria o seio direito, abria abaixo da cintura e descia até os pés(calasires). As mangas dos vestidos eram enfeitadas com franjas e os antebraços ficavam descobertos. Os pulsos femininos exibiam pulseiras que podiam ser rígidas, ou formadas por duas placas de ouro trabalhado unidas por duas charneiras. Também usavam anéis.
A peruca era objeto de uso obrigatório comum traje de cerimônia. Além da cabeça, cobria as costas e as espáduas. Na cabeça, usavam um diadema de turquesa.
Sobre a cabeleira era equilibrado um cone. Não se sabe qual era a sua composição, mas supõe-se que consistia numa pomada perfumada. Esse cone, de resto, não era usado apenas pelas mulheres. Os homens portavam cones semelhantes em algumas ocasiões.
Crianças

As crianças andavam normalmente nuas, em função do calor.



Sandálias

As sandálias, por outro lado, não erma usadas propriamente para o ir e vir, mas apenas nos momentos convenientes. O homem do povo levava suas sandálias na mão ou penduradas em um cajado, e só se calçavam quando chagava ao seu destino.
Até o faraó, às vezes, andava descalço e um dos seus criados de sua escolta carregava-lhe as sandálias. Tais calçados eram feitos de papiro transado, de couro ou até mesmo com solado e correias de ouro.
Os calçados egípcios eram assim formados: da ponta da sola partia uma correia que passava entre o primeiro e o segundo dedo do pé e se reunia no peito do pé a outras correias que formavam uma espécie de nó, e apertavam no calcanhar.


Perucas

O Egito por ter um clima quente, os índices de surtos de piolhos eram grandes. Para se prevenir, os egípcios de classe alta raspavam os cabelos ( homens e mulheres). Com a ajuda dos artesãos ou barbeiros os egípcios utilizavam Cláftes (arranjo de panos na cabeça) ou perucas ( feitas de crina de cavalo, trançados de cabelo natural ou finas fibras vegetais).Sua utilização se estendia tanto a homens quanto a mulheres

Cosméticos

O luxo dos egípcios passava ainda pelo consumo regular e bem popular dos cosméticos. A aplicação de óleos aromáticos, por exemplo, era muito comum.
As substâncias que compunham o arsenal cosmético eram guardadas em frascos de alabastro (12 cm de altura). Um pequeno pote de alabastro, com seis centímetros de altura, continha pintura para olhos, chamada khol.
A khol tinha cor preta ou azul- escuro. Para fazê-la, recorria-se a compostos minerais. Essa pintura era largamente utilizada, tanto por homens quanto por mulheres.
Cremes hidratantes eram necessários para manter a pele em bom estado no clima quente e seco do Egito. Sabemos que usavam também pintura para os lábios e bochechas.
Conta-se que a tradição de pintar os lábios para realçá-los e que levaria à invenção do conhecido batom, teria surgido no Egito.
Segundo a tradição oral, as mulheres pintavam a boca com a mesma cor dos seus lábios vaginais. Ao fazê-lo, queriam sinalizar que estavam disponíveis para o sexo.

8 comentários:

Natalinhhaa disse...

me ajudou muito msm!!!!!naquela piramide era dever de casa q valia ponto e eu ñ sabia e ñ tinha no livro.valeu msm mt obg!!!!!!!!!!!!!

rafadleite disse...

Olá, você tem as fontes de onde tirou as ilustrações?! Estou buscando para usar numa pesquisa monográfica. Agradeço!

ana beatriz aragao mesquita disse...

valeu blogger me salvou da tarefa de casa bjs pra que gosta de mim e quem nao gosta 2

Yasmin Aragão disse...

"Re – O Todo- Poderoso e invencível Deus- Sol." O certo, na verdade, é Rá.

Kelma Marques de Meneses disse...

Yasmin Aragão RA ou RE: É o deus do Sol do antigo Egito. Seu principal culto era na cidade de Heliópolis, onde era identificado com o deus solar!!!!!!!!!!!!!!

Kelma Marques de Meneses disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kelma Marques de Meneses disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jana Camargo disse...

Carolina, muito bem feita esta pesquisa, parabéns! Obrigada